A proposta conta com uma terceira geração de painéis solares, chamada OPV – Organic Photovoltaic – desenvolvida pela empresa Sunew, que pretende inovar no âmbito da integração arquitetônica.

O OPV é um tipo de filme fino que emprega uma espécie de tinta orgânica sobre superfície maleável para transformar luz do sol em energia. O resultado é um produto fino, leve, flexível e semitransparente, que pode ser aplicado não somente em pontos de ônibus como também galpões metálicos, estacionamentos entre outros, como é o caso de um prédio comercial na zona norte de São Paulo, com fachadas revestidas pelo OPV. São 100 m² de painéis que formam, inclusive, o logotipo da marca (que não foi revelada ainda pela Sunew).

O trunfo da Sunew foi conseguir um processo de impressão dos painéis mais avançado e mais barato, modificando máquinas e tintas importadas. O método é impressão rolo a rolo, semelhante ao empregado na indústria têxtil. Enquanto o rolo de plástico percorre a máquina de impressão, a tinta é despejada. Para funcionar bem, a substância precisa ser aplicada uniformemente e em uma espessura que é mil vezes mais fina do que um fio de cabelo.

A tinta, no entanto, é só a terceira camada a ser impressa. São cinco no total, necessárias para melhorar o fluxo de elétrons. Por fim, o filme é revestido com plástico, que garante ao painel sua vida útil: sem data de expiração na fachada, ou seja, dura o tempo que durar o vidro do revestimento.

A empresa afirma ter capacidade para produção de 400 mil metros quadrados de OPV por ano, em diferentes cores e formatos. O preço do m² chega a R$ 1.000, relativamente mais caro do que os módulos de silício mono e policristalino. Porém a perspectiva é que aumentando o volume de produção o custo se torne mais baixo.

A Sunew foi criada em novembro de 2015 para produzir e comercializar o OPV, com base em pesquisas realizadas pela CSEM Brasil. Os recursos partiram do governo de Minas Gerais, BNDES, além de investimentos privados como Votorantim e Fiat.